Campo em Dia

Produtores iniciam o plantio da nova safra de tabaco

Alguns produtores também anteciparam o semeio das mudas já que o calor acelerou ainda mais o crescimento das plantas
26/06/2019 - 12h:07min - Fonte: Folha do Mate

A cadeia produtiva do tabaco é uma das bases econômicas da Costa Doce e de diversos municípios da região. Nesta semana, os produtores de tabaco iniciaram o plantio da nova safra. O calor fora de época antecipou o transplante das mudas e a tendência é de que, no fim de setembro, iniciem as primeiras colheitas em solo venâncio-airense.

Com um novo ciclo de plantio também se renovam as expectativas por ‘boas colheitas’. Aliás, o semeio de uma nova safra impacta em muitas vidas, no campo, na indústria, no comércio e, principalmente, no lar de milhares de famílias que dependem desta cultura agrícola. 

Com a nova safra ‘brotando’, ao mesmo tempo que o produtor torce para que nenhuma intempérie climática atinja as lavouras – afinal as forças da natureza podem destruir o trabalho de meses e comprometer a produção de uma safra inteira – , o produtor de tabaco semeia cada canteiro com o anseio de boa remuneração após a colheita. Para a maior parte dos produtores rurais, o tabaco é a principal fonte de renda.

A importância do tabaco para muitas famílias da região se justifica com números: São Lourenço do Sul, Camaquã e Dom Feliciano estão entre os dez municípios do Rio Grande do Sul com maior produção de tabaco, de acordo com o último levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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A diversificação cresce a cada ano na região, que também é destaque em produção de arroz e soja. Além disso, há algumas safras, a Afubra vem recomendando a redução da área plantada. A orientação vai ao encontro do cenário mundial que aponta para uma redução no consumo de cigarros e também para um crescente uso de dispositivos alternativos, como cigarros de tabaco aquecido. Embora não haja percentuais específicos, reconhece-se que nestes produtos se utiliza menos tabaco.

Neste começo de safra, deve-se buscar o equilíbrio entre oferta e procura e seguir à risca as recomendações técnicas que garantem mais qualidade, fator determinante na hora da classificação e da posterior remuneração.

O cultivo de tabaco faz parte da geração de muitas famílias na nossa região há décadas, no entanto, o cenário mudou e temos que estar atentos a todos os fatores que impactam o setor, desde a mão de obra do produtor até a exportação.

Por aqui, o que nos rodeia é o trabalho dos fumicultores, a representação das indústrias e o impacto desta renda na nossa economia. Porém, é o mercado internacional que aponta os rumos e até o quanto é produzido aqui. Para se ter ideia, a própria cotação do dólar influencia, uma vez que 90% do tabaco brasileiro é exportado. E a maior fatia deste percentual sai da nossa região.

Cada safra que ‘germina’ tem um peso significativo em emprego e renda e este é o argumento e a defesa incansável que diversas entidades representativas do setor sustentam. Nesta semana, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei que oficializa a Abertura da Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul. Depois de muitos anos, o tabaco recebe esse reconhecimento, um sinal de que esta ‘folha’ é e seguirá sendo essencial para a agronegócio, sobretudo, para a economia do nosso estado e de tantos municípios. 

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