Campo em Dia

Embarques de tabaco devem superar os US$ 2 bilhões em 2019

Na última safra, Camaquã, São Lourenço do Sul e Dom Feliciano ficaram entre os maiores produtores do Estado. Expectativa da PWC é de que o Brasil mantenha a liderança mundial nas exportações de tabaco pelo 27º ano consecutivo
10/09/2019 - 14h:13min - Fonte:

De janeiro a agosto deste ano, o Brasil embarcou 345 mil toneladas de tabaco, o que representou US$ 1,35 bilhão em receita para o País segundo dados do Ministério da Economia. Os números representam um aumento de 30,4% em volume e de 16,5% em dólares na comparação com o mesmo período em 2018.

Até o mês de dezembro, a expectativa é de manutenção do aumento nos embarques. Segundo pesquisa encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) junto à PriceWaterhouseCoopers (PWC), a tendência é de um acréscimo de 6% a 10% em dólares e de 10% a 15% no volume de tabaco embarcado em 2019.

Conforme dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), entre os dez maiores produtores do Estado, cinco estão na Região Sul. Em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, Canguçu surge com uma produção estimada de 22,8 mil toneladas na safra 2018/19. Há dez anos, o município era o quarto na lista, atrás de Venâncio Aires, Santa Cruz e Candelária. Entre os cinco primeiros, São Lourenço do Sul surge em terceiro e Camaquã em quinto. A produção santa-cruzense aparece em sexta posição na lista, com 12,7 mil toneladas

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Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o mercado de tabaco brasileiro tem se mantido estável nos últimos anos e o aumento se deve à postergação de embarques para a China que aconteceriam no final de 2018 para o início de 2019. “No ano passado tivemos uma queda nas exportações devido a questões logísticas e à decisão do cliente de postergar embarques para o primeiro semestre de 2019. Como reflexo, é esperado um aumento nos embarques do ano corrente. Atualmente, o Brasil detém de 25% a 30% dos negócios mundiais de tabaco e o levantamento aponta que deveremos manter a liderança das exportações mundiais de tabaco”, avalia Iro Schünke, presidente do SindiTabaco.

De janeiro a agosto, o tabaco representou 0,91% do total de exportações brasileiras e 4,73% dos embarques da Região Sul. No Rio Grande do Sul, onde o produto é bastante representativo para a balança comercial, foi responsável por 9,02% do total das exportações até o momento, com o embarque de quase 285 mil toneladas e R$ 1,1 bilhão em divisas. O Rio Grande do Sul também é o maior produtor de tabaco do Brasil.

Da produção brasileira de tabaco, em torno de 85% é destinada à exportação, que vai para 100 países em todos os continentes. O principal mercado continua sendo a União Europeia, que em 2018 recebeu 41% do tabaco exportado. O segundo é o Extremo Oriente, com 24%. Depois vêm a África/Oriente Médio, com 11%; a América do Norte, com 10%; a América Latina, com 8%; e o Leste Europeu, com 6%. A principal nação importadora do tabaco brasileiro é a Bélgica, seguida pelos Estados Unidos (2º lugar), China e Indonésia. Na sequência da lista dos principais clientes estão o Egito (5º lugar), a Alemanha e a Rússia (7º).

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