Economia

Correios declara prejuízo de R$ 3 bilhões e aguarda fim da paralisação

Em audiência, empresa e sindicatos negociaram o dissídio coletivo; em Camaquã, 23 funcionários seguem em greve
16/09/2019 - 14h:47min - Fonte:

Os Correios e as representações sindicais participaram de uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília (DF), na última quinta-feira, 12. O ministro Mauricio Godinho Delgado foi designado relator do dissídio coletivo, ajuizado na quarta-feira (11), pela estatal.

Conforme os Correios, a empresa vêm atuando na construção de um acordo coletivo de trabalho condizente com a situação econômica atual. Hoje, a estatal alega ter prejuízo acumulado de aproximadamente R$ 3 bilhões.

Para minimizar os impactos da paralisação, os Correios aceitaram a proposta de encaminhamento do TST. A condição da empresa às representações sindicais é o encerramento da paralisação parcial, integralmente, em todo Brasil.

Desta forma, os Correios aceitaram a proposta de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019, bem como a vigência do plano de saúde, conforme prorrogação ocorrida em 31 de julho, até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo colegiado do TST.

Em contrapartida, as representações sindicais se comprometeram em levar a proposta de encerramento da paralisação parcial para as assembleias o mais rápido possível, fixando como prazo máximo de deliberação a próxima terça-feira (17), às 22 horas.

A empresa reitera que o retorno de todos os empregados é condição essencial para aceitar a proposta do ministro, que fixou, por meio de decisão liminar, o contingente mínimo de 70% do efetivo durante a greve, com multa diária de R$ 50 mil, caso o percentual não seja atendido.

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Negociação

Após dois meses de negociação junto às representações sindicais, a empresa ingressou com ação de dissídio junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os Correios alegam que, durante todo esse período, buscaram construir uma proposta de acordo coletivo de trabalho dentro das condições financeiras suportadas pelo caixa da empresa. Com o julgamento do dissídio pelo TST, esperam chegar a um entendimento razoável sobre o ACT 2019/2020.

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