Educação e Cultura

Número de escolas estaduais impactadas pela greve dos professores aumenta

Secretaria da Educação aponta 650 escolas afetadas e Cpers calcula 1.428
21/11/2019 - 17h:42min - Fonte: GaúchaZH

O número de escolas paralisadas total ou parcialmente devido à greve dos professores estaduais aumentou nesta quinta-feira (21). Segundo a Secretaria Estadual da Educação, são cerca de 650 — até terça-feira (19), eram 400. Nos cálculos do Cpers-Sindicato, 1.428 das 2,5 mil escolas aderiram à greve (na terça-feira eram 1.175).

O governo informa que o total de colégios impactados pela paralisação pode ser maior, já que parte não respondeu a questionamento enviado pela pasta, principalmente em Porto Alegre. Na Capital, de 247, apenas 107 escolas estaduais responderam — 61 estão paralisadas parcialmente e 17 estão fechadas. Já a entidade que representa os professores aponta 63 instituições de ensino totalmente fechadas e 32 parcialmente em Porto Alegre.

Segundo o Cpers, instituições que tradicionalmente não participam da greve do magistério, como os colégios Tiradentes de Passo Fundo e de Ijuí, se uniram aos protestos no primeiro dia de mobilização. 

Os professores protestam contra o pacote enviado pelo governador Eduardo Leite à Assembleia que modifica as carreiras, extingue benefícios e, em alguns casos, aumenta a contribuição previdenciária dos servidores. 

A greve começou na segunda-feira e não tem data para acabar. Uma nova assembleia geral com os educadores foi convocada para 26 de novembro. Na mesma data, um segundo "ato unificado", com funcionários públicos de todas as categorias, está marcado para ocorrer em frente ao Palácio Piratini. 

Caco Argemi, CPERS, divulgação

Com alunos e professores, caminhada em protesto contra o pacote de Eduardo Leite ocorreu na zona sul de Porto Alegre. Foto: Caco Argemi, CPERS, divulgação

 

Alunos promovem manifesto pela educação no Centro de Camaquã

O Grêmio Estudantil Respeito é Ter Voz, do Colégio Estadual Sete de Setembro, convida a todos para ato de mobilização em defesa da educação. O manifesto ocorre na manhã desta sexta-feira (22), às 10 horas, em frente ao Colégio, seguindo para a esquina democrática, localizada no cruzamento das avenidas Olavo Moraes e Presidente Vargas.

No local, haverá panfletagem a partir das 11h. Na conta de Instagram do Grêmio estudantil (@gremioestudantilsete) estão sendo publicados diversos cartazes para servirem de inspiração para o manifesto. O convite se estende a alunos de outras escolas, pais e a toda a comunidade camaquense.

Segundo os membros da agremiação, a luta pela educação não deve ser considerada apenas de interesse daqueles que serão afetados pela Reforma, pois a educação é base de um povo e desta forma se aplica a todos. Professores em luta também estão ensinando, e amanhã a aula será na rua.

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