Polícia

Soldado morta em confronto foi uma das primeiras mulheres do Pelotão de Operações Especiais

Marciele Renata dos Santos Alves estava há sete anos na BM e será velada nesta terça-feira, em Cachoeira do Sul; segundo o Comando da BM, ela atuou na cidade Arambaré durante sua trajetória na corporação
26/11/2019 - 11h:21min - Fonte: Lucas Abati - GaúchaZH

A soldado Marciele Renata dos Santos Alves, morta em confronto com criminosos na segunda-feira (25), será sepultada em Cachoeira do Sul — cidade onde nasceu em junho de 1991. O velório está marcado para as 10h desta terça-feira (26). Já o sepultamento está previsto para as 17h, no cemitério municipal. 

O corpo chegou ao local às 9h40min. A mãe da PM já estava na capela, acompanhada de familiares. Muito abatida, foi amparada por uma capitã de Venâncio Aires, que estava participando do cerco, que ocorreu na tarde de segunda.

Um quadro com a foto de Marciele em sua formatura em Fisioterapia também foi trazido ao cemitério. Além da Brigada Militar, onde estava há sete anos, a conclusão da faculdade era um dos seus maiores sonhos. Ela, inclusive, fazia mestrado em Fisioterapia.

 Marciele atuava no Pelotão de Operações Especiais do 23º BPM, responsável pelo policiamento na região de Santa Cruz do Sul. 

— Ela era de alto padrão técnico — declarou o comandante da BM no Vale do Rio Pardo, coronel Valmir José Reis.

Foi justamente pela qualificação que a soldado foi uma das primeiras mulheres a ingressar no Pelotão de Operações Especiais. Antes, ainda atuou no serviço de inteligência, onde substituiu seu pai, hoje sargento da reserva.

Marciele foi a primeira mulher policial a morrer em serviço desde 1986, quando a BM passou a permitir o ingresso delas na corporação.

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