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Rio Camaquã começa a receber mapeamento hidrelétrico

Bacias do Rio Camaquã e do Camaquã Chico serão mapeadas através de serviço conjunto entre Aneel e Fepam
10/04/2020 - 15h:14min - Fonte: Jornal do Comércio

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura estão prestes a firmar um acordo de cooperação técnica para a elaboração de estudos de inventário participativo de potenciais hidrelétricos no Rio Grande do Sul. Inicialmente, a medida abrangerá as bacias dos rios Camaquã e Camaquã Chico, na região Central do Estado, mas o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Júnior, adianta que esse tipo de ação poderá ser estendido para outros locais futuramente.

O dirigente argumenta que o trabalho dará mais segurança aos empreendedores que desejarem investir em usinas hidrelétricas na região. Com o inventário, será possível indicar onde poderão ou não ser feitos os barramentos para a implantação das usinas e o tamanho desses empreendimentos. Lemos reforça que não adianta projetar a expansão da geração de energia, sem avaliar o componente ambiental já no planejamento. “Caso contrário, você faz o planejamento, cria uma expectativa muito grande e depois há a possibilidade de não avançar por causa da questão ambiental”, aponta.

Conforme o secretário, já está sendo formatada uma minuta do acordo que será assinado entre o governo do Estado e a Aneel, o que ele espera que ocorra até o começo do próximo mês. No entanto, ele admite que é difícil prever um prazo para concluir o estudo, até pelos obstáculos que são impostos hoje no País com o coronavírus.

Lemos recorda que outro trabalho relativo à essa área, capitaneado pelo governo gaúcho e que será desenvolvido paralelamente à parceria com a Aneel, é a realização do atlas de recursos hídricos do Rio Grande do Sul. Trata-se de um levantamento mais abrangente, que apontará as regiões do Estado mais favoráveis para a instalação de hidrelétricas e também os locais em que as características, seja por motivos ambientais ou outros, desaconselham a implantação de complexos dessa natureza. O secretário recorda que iniciativas semelhantes já foram feitas pelo governo do Estado em relação às gerações eólica, solar e biomassa (matéria orgânica). A ideia original era intensificar os trabalhos no atlas de recursos hídricos ainda neste ano, porém com as dificuldades da situação com o coronavírus o desenvolvimento dessa ação ficará concentrado em 2021.

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