Educação e Cultura

Entenda o que significa e a importância da Sexta-Feira Santa

De acordo com a Igreja Católica, na Sexta-feira Santa, Jesus foi condenado à crucificação e morreu pelos nossos pecados
10/04/2020 - 10h:00min - Fonte: Vatican News

A Sexta-feira Santa é o dia em que muitos cristãos lembram da morte de Jesus na cruz. Essa data é celebrada na sexta-feira antes do domingo de Páscoa. Segundo a Bíblia, na Sexta-feira Santa, Jesus foi condenado à crucificação e morreu pelos nossos pecados.

Todo o ministério de Jesus na terra culminou no dia de sua morte. Nesse dia, ele cumpriu seu objetivo: pagar pelos pecados de toda a humanidade.

 

Os acontecimentos da Sexta-feira Santa

Jesus tinha pregado durante cerca de três anos, preparando discípulos para formar a Igreja. Agora estava na hora de cumprir sua missão maior - salvar o mundo. Na época da Páscoa judaica, Jesus foi para Jerusalém, onde foi traído e preso. Na Sexta-feira Santa, Jesus foi julgado pelos líderes religiosos judeus e condenado por blasfêmia.

De manhã, depois de o condenarem, os judeus levaram Jesus para Pilatos, o governador romano. Eles acusaram Jesus de trair o império romano e exigiram sua morte. Pilatos não encontrou nenhum motivo para executar Jesus mas não queria que o povo se revoltasse (Lucas 23:1-4). Quando descobriu que Jesus era da Galileia, Pilatos enviou-o para Herodes, o governador da Galileia, que estava em Jerusalém nessa altura.

Herodes também não encontrou motivo para matar Jesus e enviou-o de volta a Pilatos. Estava mais que provado que Jesus era inocente! Mas, mesmo assim, Pilatos entregou-o para ser crucificado, para apaziguar a multidão (Mateus 27:24-26).

Jesus foi levado para fora da cidade e foi crucificado em um monte chamado Gólgota, junto com dois ladrões. Os soldados dividiram seus pertences entre eles e muitas pessoas caçoaram dele. O céu ficou escuro e, às três da tarde, da Sexta-feira Santa, Jesus deu um brado e morreu (Marcos 15:37-39). Nesse momento, houve um terremoto, o véu do templo foi rasgado a meio e vários mortos ressuscitaram.

Ao fim do dia, José de Arimateia levou o corpo de Jesus e o sepultou em seu próprio túmulo (Mateus 27:57-60). Uma grande pedra foi colocada sobre a entrada do túmulo e o corpo ficou lá até domingo, quando Jesus ressuscitou.

Veja aqui: o que Jesus disse na cruz?

 

Qual é a importância da Sexta-feira Santa?

A Sexta-feira Santa foi muito mais que a morte injusta de um homem inocente. Se ele quisesse, Jesus poderia ter escapado de seus inimigos, mas ele se ofereceu para morrer na cruz (João 10:17-18). Sua morte tinha um propósito.

A morte de Jesus na cruz foi a maior prova do amor de Deus por nós. Ele enviou Jesus, Seu único filho, para morrer em nosso lugar! Por causa do pecado, todos nós merecemos o castigo da morte. Mas Jesus nunca pecou. Na cruz, ele tomou nosso lugar e levou o castigo que nós merecemos (1 Pedro 2:24). Agora, todos que crêem em Jesus podem receber o perdão de Deus e a salvação!

Sem a Sexta-Feira Santa, não haveria salvação. Jesus precisou morrer na cruz para que muitos ganhassem a vida eterna. Nunca nos devemos esquecer de seu sacrifício.

Veja também: o que aconteceu em cada dia da Semana Santa?

 

A adoração da Cruz

A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos. Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento.

Nesta ano durante a liturgia os fiéis não tocarão a Cruz, não a beijarão, não estarão presentes nas igrejas por causa da pandemia do coronavírus, mas como pediu Francisco vamos abrir o coração na oração: “Não se esqueçam: Crucifixo e Evangelho. A liturgia doméstica será essa”. "Nos fará bem olhar o crucifixo em silêncio e ver quem é o nosso Senhor: é Aquele que não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços para todos", disse na catequese de quarta-feira.

 

No caminho da dor com Jesus

No Vaticano ocorre a encenação da Via-Sacra, de modo diferente, sem os fiéis, neste ano na Praça São Pedro ao invés do Coliseu. Francisco guiará a Via-Sacra do adro da  Basílica vaticana, seguindo as meditações feitas pelos detentos da prisão de Pádua. Cada igreja no mundo irá fazer à sua maneira. A Via-Sacra é uma prática extra litúrgica que muitas vezes é celebrada exatamente na Sexta-feira Santa para evocar e repercorrer juntos o caminho de Jesus para o Gólgota – o lugar da crucificação – e portanto meditar sobre a Paixão.

A Paixão de Cristo foi introduzida na Europa pelo dominicano beato Alvaro De Zamora da Cordoba em 1402 e mais tarde pelos Frades Menores e compreende 14 momentos ou “estações” nas quais nos detemos para refletir e rezar. São uma sequências de crescentes imagens dramáticas que culminam com a morte de Cristo, em cada uma delas Jesus é atacado pelo mal, para evidenciar, por contraste, a vitória d’Ele sobre a morte e sobre o pecado que será celebrada daqui a dois dias com o Domingo da Páscoa da Ressurreição.

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